BH em Pauta: Capital verde

Coreto do Parque Municipal Américo Renneé Giannetti, cercado por caminhos e muito verde. Foto: Arquivo FPM/PBH

BH em Pauta: Capital verde

19/07/2017 | 15:32 | atualizado em 01/09/2017 | 15:44Amenizar o calor do sol e os ruídos do dia a dia, melhorar a qualidade do ar e facilitar a absorção e drenagem das águas pluviais. São apenas alguns dos benefícios que as áreas verdes proporcionam para a cidade. Esses espaços ainda contribuem para a preservação da biodiversidade, deixando o espaço urbano mais bonito e agradável, além de proporcionarem lazer gratuito e saudável para a população. Com cerca de 38 milhões de m² de áreas vegetadas, Belo Horizonte honra o título de “Cidade Jardim”, recebido nas primeiras décadas de existência. Cerca de 14 milhões de m² desse patrimônio em áreas verdes públicas municipais estão distribuídos entre 75 parques, mais de 750 praças ou jardins, além de outros cerca de 210 espaços livres de uso público incluídos na categoria de “áreas verdes públicas”. Ao se considerar que a capital mineira tem hoje uma população aproximada de 2,5 milhões de habitantes (censo 2016), cada um deles dispõe de 14 m²de área verde, um índice superior ao parâmetro tido como referência mundial, de 12 m² por habitante, para que haja equilíbrio entre a quantidade de oxigênio e de gás carbônico na atmosfera. Administrados pela Fundação de Parques Municipais (FPM), os parques de Belo Horizonte ocupam mais de 62% do total de área vegetada, cerca de 8,6 milhões de metros quadrados, e abrigam grande parte do patrimônio ambiental da cidade, como Serra do Curral, áreas de Cerrado, Mata Atlântica e campos de altitude; nascentes que abastecem diversos córregos da Bacia do Rio São Francisco; mais de 200 espécies animais e cerca de mil espécies vegetais, como o ipê, árvore mais cultivada do Brasil; quaresmeira, símbolo da capital mineira; e pau-brasil, que deu origem ao nome do nosso país e que hoje se apresenta de forma escassa na Mata Atlântica. Além de proteger a biodiversidade, esses espaços verdes também proporcionam a interação das pessoas com o meio ambiente, despertam valores sociais, humanos e ambientais, e promovem uma postura mais consciente em relação à preservação dos recursos naturais. Aliás, é esta tomada de consciência com relação à importância do “verde” na cidade que faz com que a população se aproprie corretamente dos parques, resultando na diminuição dos riscos de degradação e, consequentemente, na melhoria do bem-estar da população e da qualidade de vida urbana. Parques municipais Em Belo Horizonte, a região que abriga maior quantidade de parques municipais é a Centro-sul: são 18 no total, sendo 14 abertos à visitação. Alguns muito conhecidos da população, como o Parque das Mangabeiras; Municipal Américo Renné Giannetti, conhecido apenas como Municipal; Jornalista Eduardo Couri, na Barragem Santa Lúcia; e Juscelino Kubitschek, conhecido como Praça JK. Outros nem tanto, como o Rosinha Cadar, ambiente aconchegante com cascata, bancos, mesas de jogos e equipamentos de ginástica, no bairro Santo Agostinho; o Mata das Borboletas, fonte de alimento e abrigo para a fauna silvestre, com grande quantidade de borboletas, e espaço para a convivência dos moradores do bairro Sion; o Amílcar Vianna Martins, no Cruzeiro, ao lado da Fumec, com um mirante que oferece vista panorâmica da região Centro-sul de BH e o Mosteiro Tom Jobim, repleto de pés de frutas e belos jardins, com diferentes plantas ornamentais. Em segundo lugar, está a região Nordeste com 15 parques municipais. Dos 11 abertos ao público, podem ser destacados o Parque Renato Azeredo, no bairro Palmares, espaço para lazer de toda a família, com quadra poliesportiva, pista de caminhada, brinquedos e equipamentos de ginástica; o Ismael de Oliveira Fábregas, no bairro Nova Floresta, com uma pista de skate de medidas profissionais; e o Orlando de Carvalho Silveira, no Bairro da Graça, que oferece brinquedos e áreas de convivência para o lazer das famílias. Na sequência, a região da Pampulha oferece 13 parques à população; a região Oeste, 11; Venda Nova oferece seis; a região Norte, cinco; o Barreiro, com quatro; a região Noroeste, com dois; e a região leste, com um. Bruna Moreira, de 19 anos, moradora do bairro Buritis, conta que se achava uma frequentadora assídua de parques na cidade, até descobrir que os seis parques que ela tem o costume de visitar não representam 10% do total de áreas disponíveis na cidade. “Há pouco tempo conheci o Parque Lagoa do Nado, na Pampulha, por causa do 1º Skate Invasion, que aconteceu em junho. Fui acompanhar meu irmão, que pratica skate e estava competindo. Achei muito legal, pois além das quadras, tem a pista de skate, espaço para atividades físicas, um lago muito bonito, cheio de patos e galinhas d’angola e algumas programações culturais bem legais. Além disso, é um dos parques onde se pode entrar com cães”, conta. Comportamento cidadão Apesar das particularidades de cada um, os mais de 50 parques abertos ao público localizados nas diferentes regiões de Belo Horizonte – alguns são áreas de preservação e por isso o acesso é restrito – têm uma importante semelhança: oferecem aos visitantes lazer gratuito em meio à natureza.  Com a efetiva ocupação desses espaços pelas comunidades, os parques terão cada vez mais qualidade e segurança. Vale ressaltar que para ajudar na preservação deles, durante a visita aos parques, é necessário manter o local limpo, jogar o lixo na lixeira e recolher as fezes de animais domésticos – que devem sempre estar com a guia, nos parques onde são permitidos; não alimentar ou maltratar os animais silvestres nem arrancar flores e mudas. Nesses locais também não é permitido caçar ou pescar. E, para evitar incêndios florestais, não é permitido fazer fogueiras ou jogar cigarro no chão.   Confira a localização de todos os parques da cidade aqui.   

Fonte: prefeitura.pbh.gov.br/noticias/bh-em-pauta-capital-verde

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