BH em Pauta: EJA na região Nordeste é exemplo de superação

Dona Maria Lúcia Neto, em destaque, na foto tirada dentro de uma sala de aula Foto: Mara Damasceno/PBH

BH em Pauta: EJA na região Nordeste é exemplo de superação

28/08/2017 | 16:11 | atualizado em 30/08/2017 | 09:04

 “Aprender a todo e qualquer tempo, superando barreiras e resgatando o cotidiano da vida”. Com esse pensamento, a gerente do Centro de Convivência São Paulo, a terapeuta ocupacional Marta Soares, expressa o que a Educação de Jovens e Adultos (EJA) representa para os alunos da turma que funciona no Centro de Apoio Comunitário (CAC) São Paulo, na região Nordeste, composta em sua maioria por pessoas com sofrimento mental.  

Fruto de uma parceria entre o Centro de Convivência São Paulo, o CAC e a Escola Municipal Francisco Bressane de Azevedo, essa turma da EJA foi implantada há cerca de quatro anos e vem ao encontro de uma das diretrizes do tratamento das pessoas com sofrimento mental, que é a inserção social – além de lhes garantir o acesso ao direito à educação. No total, são 32 alunos matriculados nas aulas que são realizadas às segundas, terças, quartas e sextas-feiras.   

Maurílio Botelho de Lima Filho, de 55 anos, morador do bairro Jardim Vitória, é um dos alunos que não faltam às aulas. “Parei de estudar aos 14 anos, quando ainda morava em São Paulo, na 4ª série do Ensino Fundamental, em razão de problemas de saúde. Estou na turma daqui do CAC desde o início e sinto-me tão feliz. Quero aprender a escrever direito, ler e fazer contas. Sei que isso é possível”, afirma Maurílio, que, além dos estudos, também participa das atividades do Centro de Convivência São Paulo.   

Cada palavra, cada frase que se materializa no caderno, por meio da escrita, é motivo de um sorriso largo e de uma grande conquista para Maria Lúcia Ferreira Neto, 61, moradora do bairro São Paulo. “Parei de estudar aos 12 anos e concluí apenas a 4ª série. Problemas com bebidas, no passado, distanciaram-me dos estudos por longos anos, mas, agora, estou recuperando o que perdi e isso me deixa muito feliz. Estou aprendendo a escrever novamente e a convivência da nossa turma é muito boa. A EJA foi um tesouro que encontrei”, descreve, emocionada, a aluna.   

A solidariedade, o respeito e o carinho entre os alunos da EJA no CAC São Paulo são aspectos importantes destacados pela professora responsável pela turma há três anos, Salete Lamy. Muito elogiada pelos alunos, a educadora diz-se apaixonada pelo que faz e sente-se privilegiada pela oportunidade de conviver com pessoas tão especiais. “Além do desejo de aprender a ler e escrever, os alunos dessa turma resgatam sonhos, têm um cotidiano e retomam o percurso natural da vida. Aqui, sinto-me aluna também, pois a história de vida de cada um e a luta incansável pela superação, a cada dia, tornam-se uma grande lição”, enfatiza Salete Lamy.  

 

Números

 

A modalidade educativa EJA é direcionada aos jovens, adultos e idosos, alfabetizados ou não, com idade acima de 15 anos e que não concluíram o Ensino Fundamental. As aulas são realizadas nas escolas municipais e também em outros espaços da comunidade, como é o caso da turma criada no CAC São Paulo. Em Belo Horizonte, 119 escolas municipais ofertam a modalidade EJA, sendo 481 turmas. Na região Nordeste, a EJA está presente em 17 das 30 escolas existentes. São 68 turmas e destas, sete funcionam em espaços externos à unidade educacional.  

A Regional Nordeste tem 1.970 alunos matriculados na Educação de Jovens e Adultos. Em toda a cidade, são 14 mil alunos nessa modalidade educativa. Para o gerente da Educação de Jovens e Adultos da Secretaria Municipal de Educação, Luiz Fernando da Silva, o acesso à educação é um direito de todos os cidadãos, que podem exercê-lo a qualquer tempo, cabendo ao poder público ofertar as condições efetivas para a sua implementação.  

Confira, abaixo, as escolas municipais da região Nordeste que atendem EJA. As matrículas nas turmas dessa modalidade podem ser feitas em qualquer uma das escolas relacionadas a seguir:

  • Escola Municipal Anísio Teixeira – Rua Bolívar, 10, bairro União. Telefone: 3277-5795

 

  • Escola Municipal Governador Carlos Lacerda – Rua Princesa Leopoldina, 419, Ipiranga. Telefone: 3277-6056

 

  • Escola Municipal Professora Helena Abdalla – Rua Arnaldo Lourenço, 602, bairro Jardim Vitória. Telefone 3277-6748

 

  • Escola Municipal Professora Acidália Lott – Rua São Rodrigues, 10, bairro Paulo VI Telefone: 3277-6690    

 

  • Escola Municipal Professor Paulo Freire – Rua Paulo M. Campos, s/n, bairro Ribeiro de Abreu. Telefone: 3277-7481    

 

  • Escola Municipal Professora Consuelita Cândida – Rua Dom Silvério, 311, bairro Belmonte.Telefone: 3277-6622    

 

  • Escola Municipal Honorina Rabelo – Avenida M. Conceição Bonfim, 315, bairro Goiânia.Telefone: 3277-6683

 

  • Escola Municipal Henriqueta Lisboa – Rua Maria Ferreira da Silva, s/n, bairro Dom Joaquim. Telefone: 3277-5655

 

  • Escola Municipal Hugo Pinheiro Soares – Rua Jundiaí, 567, Concórdia. Telefone: 3277-6022

 

  • Escola Municipal Francisco Bressane de Azevedo – Rua Angola, 109, bairro São Paulo Telefone: 32776680

 

  • Escola Municipal Agenor Alves Carvalho – Rua Agenor Alves, s/n, bairro Nazaré.Telefone: 3277-6734

 

  • Escola Municipal Governador Ozanan Coelho – Rua Um, 14, bairro Capitão Eduardo.Telefone: 3277-7858

 

  • Escola Municipal Murilo Rubião – Rua Adilson Facury, 10, Jardim Belmonte. Telefone: 3277-6738

 

  • Escola Municipal Osvaldo França Júnior – Rua Circular, 335, bairro São Gabriel. Telefone: 3277-6741

 

  • Escola Municipal Professor Edgard da Mata Machado – Rua Penalva, 85, bairro Dom Silvério. Telefone: 3277-6736

 

  • Escola Municipal Professor Milton Lage – Rua A, 70, bairro Jardim Vitória.Telefone: 3277-6796
  • Escola Municipal Professora Eleonora Pierucetti – Avenida Bernardo Vasconcelos, 288, bairro Cachoeirinha.Telefone:  3277-6028

Fonte: prefeitura.pbh.gov.br/noticias/bh-em-pauta-eja-na-regiao-nordeste-e-exemplo-de-superacao

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